MEU ROMANCE

MEU ROMANCE
O DIA QUE NGOLA DESCOBRIU PORTUGAL

ESCRITOR & PROFESSOR


quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O maior poeta de Tocantins, minha opinião...

CASA LANÇA A CASA PARA OS NOSSOS CORAÇÔES...

O professor Osmar Casagrande é natural de São Paulo, cidade de Presidente Epitácio. É formado em Publicidade e Propaganda, docente da UFT ator, dramaturgo, contista, documentarista e poeta. É membro fundador da Academia Palmense de Letras (APL), da qual é o atual vice-presidente. É gerente de Literatura da Fundação Cultural do estado. Lançou o seu segundo livro A CASA –(in)cômodos(di)versos (editora Kelps). Em 2002 já tinha lançado o premiado livro de contos, Retalhos

(A foto é de Juliano)

Huambo e Palmas à noite...Maravilhoso!!!


As duas cidades que amo!

No momento em que escrevo esta crônica... Chove. Aquela chuva de mansinho que inspirou os poemas de Fernando Pessoa e que me inspira neste momento. Lá fora escuto, caindo no toldo da minha varanda, as primeiras gotas de chuva de hoje. Logo outras gotas caem... Relâmpagos e trovões, confirmam um bendito aguaceiro que certamente teremos mais tarde, provavelmente à noite. Hoje de manhã quando abri a janela do meu quarto e respirei a gostosa lufada de ar puro e úmido enriquecidas pelo cheirinho da terra molhada que ainda alguns meses era seca, esturrecida com a estiagem, lembrei-me imediatamente da minha infância e das minhas travessuras e, concomitantemente, pensei no grande romance do escritor tocantinense Juarez Moreira Filho “Infância e travessuras de um sertanejo” onde ele retrata o mundo rural do sertão onde viveu experiências inesquecíveis da sua infância, numa visão nostálgica, cheio de saudades e antigas lembranças... “Nesta época de chuvas na fazenda Capa-Cachorro... A chuva caia forte, o vento derrubava árvores pelas raízes, trovão balançando a terra, tempo escurecendo, relâmpago clareando o carreiro e o gado molhado berrando estrada adentro...”. O autor ainda nos fala dos pássaros e dos macaquinhos que se viam aos magotes e que pulam de haste em haste perto da fazenda, dos veados campeiros, paca, tatu, cutia, antas, porco queixada, etc. Lembrei-me da minha casa, onde passei a minha infância, nesta época de chuvas, os passarinhos pulavam de haste em haste no nosso pomar. Das frutas silvestres que surgiam neste tempo chuvoso. E lembrei-me do jardim perfumado da nossa casa, cujo florir nós festejávamos... Embora por vezes fortes e violentas, as chuvas são, digamos, efêmeras, lindamente efêmeras, raramente duram tanto tempo. Violentas como vieram cessam suavemente. E surgem esplêndidos arco-íris colorindo os céus. Em Palmas também é assim. As chuvas vêm violentas pousam nos telhados das casas e no chão devagarinho... Suavemente... Com delicadeza... Como “a curva do pescoço de uma gazela”, parafraseando o poeta Agostinho Neto. E deixa-nos, ao sair, a beleza do arco-íris que tem às vezes um toque surrealista, como certa vez em que parecia nascer em nossa casa, como milagre ou, quem sabe, uma “bruxaria”. O que incomodou sobremaneira minha avó Tchirombô Ngola II, filha de Soba, que se pôs a dar explicações esquisitas, mas que eram ricas e belas, por serem tiradas de nossas ricas e belas tradições populares. Tanto em Palmas como no Huambo e “nos sertões bravios do Norte goiano” que nos retratou muito bem o escritor Juarez Moreira Filho, ou melhor, “cabra da peste”, treinado nas dificuldades do sertão, para, afinal, vencer... As chuvas são o bom tempo, contrariando o título do livro: “a chuva e o bom tempo” de Charulla de Azevedo. Porque tanto cá como lá ela é a dádiva que ajuda a embelezar ainda mais as duas cidades que eu amo e que para mim são gêmeas. O horrendo cromo e ocre da paisagem se transformam no mais exuberante dos verdes e encantam os seus habitantes huambensis e palmensis... É o contrário das chuvas que abundam noutras paragens – onde arrastam, destroem e humilham e onde são recebidas com desconfiança pela população por tumultuar a vida; onde o habitante só de pensar que, daí a meia hora pode, quem sabe a bordo de uma canoa, com as suas “tralhas” às costas, ter que buscar um porto seguro, talvez na próxima esquina. Aqui e lá é diferente, ela é alegria, é a esperança, é a fartura, é exuberância, é a calma... É uma promessa de primavera – que toda gente adora. Ela começa de madrugada e nos inunda o coração, a existência se exalta, e as tensões diminuem e o futuro dá uma piscadela marota prometendo amanhãs melhores para as duas cidades que eu amo de paixão. Perguntaram-me numa entrevista por que estou em Palmas há muito tempo... Simplesmente porque amo Palmas como amo Huambo, a cidade mais linda do universo! Como habitante de palmas, agradeço o meu amigo o Prefeito Raúl, por saber cuidar muito bem da nossa cidade! Enquanto chove lá fora... Tomo um bom café, como um bom milho assado e termino esta homenagem a nossa linda cidade...

JOÂO PORTELINHA COMO CANDITATO A DIRETOR DA UFT

A Justiça Federal anulou na sexta-feira a Resolução 16/2006, do Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal do Tocantins (UFT), que permitia a todos os professores do quadro permanente disputar eleições para a direção de campus, assim como a consulta eleitoral por meio do voto paritário das categorias professor, corpo técnico-administrativo e acadêmico. A eleição ocorreu no dia 30 de novembro do ano passado, em meio a disputas judiciais. Em nota nesta segunda-feira, o presidente do Consuni e reitor da universidade, Alan Barbiero, afirmou que o conselho irá se reunir para definir as providências acerca do assunto.
Segundo outra nota de esclarecimento do reitor, do dia 11 de dezembro, o Consuni, instância da universidade responsável pela definição da política geral universitária, aprovou a Resolução 16/2006 no dia 26 de outubro regulamentando as eleições para a escolha de diretor dos campi da UFT com voto paritário de professores, funcionários técnico-administrativos e corpo docente. O conselho também definiu que os mestres e doutores do quadro permanente de professores também poderiam concorrer ao cargo.
No dia 9 de novembro, no entanto, um grupo de professores ingressou com uma ação ordinária pedindo a suspensão do processo eleitoral, com a anulação da Resolução 16/2006. No dia 27 do mesmo mês, a Justiça Federal emitiu parecer determinando a continuidade do pleito, mas suspendeu os incisos da resolução referentes à paridade e à categoria de professor que poderia disputar as eleições. No dia seguinte, a UFT apresentou recurso pedindo esclarecimento da decisão.
No dia 29 de novembro, na véspera da eleição, a Justiça emitiu decisão entendendo, segundo Alan Barbiero, a legalidade da disputa por mestres e doutores, por serem os graus mais elevados na carreira da UFT. Porém, quanto à paridade, a Justiça exigiu a aplicação do percentual definido por lei - o voto do professor tem equivalência de 70% e de acadêmicos e funcionários técnico-administrativos, 15% cada.
A eleição do dia 30, segundo o reitor, transcorreu dentro da normalidade, até que, à noite, chegou uma decisão judicial determinando a suspensão da apuração, um pedido feito pelos professores autores do processo.
A princípio, a questão girava em torno apenas da eleição para diretor dos campi. Agora, com a anulação da resolução, já há a interpretação de que a escolha de coordenadores de curso também possa ter sido atingida, o que está sendo estudado pelo Jurídico da UFT. A universidade tem sete campi no Estado.

ENTREVISTA COM KLEBER TOLEDO

A turma de amigos conversando, petiscando e tomando um bom vinho com Boaventura Cardoso

Discursando na ocasição do evento...